quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Até quando...


Você caminha e ao seu redor cada vez mais é normal se deparar com muros altos. Guaritas de todos os lados e tipos. Tem as simples, as de vidros, as blindadas, enfim...

Um pouco mais de atenção e é fácil perceber ao término dessas verdadeiras barreiras de concreto, arames farpados, proteção elétrica e até a velha “tática” dos pedaços de vidros, procurando passar a ilusória sensação de segurança.

E os portões ! De aço, alumínio, manual ou eletrônico, abrem e fecham o mais rápido possível, para evitar uma surpresa desagradável. Afinal, o perigo é iminente e não manda recado. Qualquer um que desvie o olhar ao passar por perto pode ser um suspeito.

Em locais mais favorecidos, onde é possível se dar ao luxo, literalmente, profissionais contratados fazem em horários determinados suas rondas.

Num primeiro instante até podemos imaginar que se trata do ambiente de um presídio ou algo parecido. Mas não, esse é o cenário, cada vez mais freqüente e que somos obrigados a “engolir” ao andar simplesmente pelas ruas.

Sim, os papéis estão invertidos. Os cidadãos de bem, após um dia de trabalho, estudos e outros afazeres, na busca pelo melhor para sua família, são obrigados a ficar “presos” em seus lares.

Tem a opção de sair sim, mas aí reze e conte com a sorte. Lazer, ostentar algo, fotografar, falar ao celular, nem pensar, pois essa é a recomendação da nossa polícia, ou seja, não ostentar. Ah tá...me desculpem mas não compreendo...

Normal então são os bandidos soltos por aí. Até o direito de ir e vir eles já se apoderaram. Ostentar correntes – autênticas coleiras que serviriam para domar animais -, motos e carros do ano, sem saber da real procedência pode, não tem problema nenhum. Intimidar moradores que se recusarem a pagar “pedágio” é normal.

Ser acuado e muitas vezes intimado por seres maltrapilhos e de linguajar chulo, ao estacionar seu veículo, não tem problema nenhum. Detalhe, o pagamento para o cafezinho tem que ser adiantado hein, afinal, o trabalho é duro e exige muito.

Até quando...

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