terça-feira, 29 de setembro de 2009

Assim é ele: oito ou oitenta

Ódio ou amor.

Esse é o sentimento que desperta na torcida.

Seja ela do seu time ou do adversário.

Às vezes o ódio vem da própria torcida.

Ou seja, com ele não tem meio termo: oito ou oitenta.

Seja para fazer o gol mais improvável ou perder o mais fácil.

Marca três gols em uma única partida e classificar a equipe.

Como passar em branco quando o time necessita de gols.

Para dar de bico, quando era para ser de chapa; ou de chapa quando era para dar de bico.

Mas com esse seu jeito oito oitenta de ser, tem deixado muitas marcas por onde passa.

Marca de gols e marca na memória de goleiros e zagas adversárias.

Porque não, até medo, que se transforma em respeito.

Ainda mais em sua posição. Isso é uma 'obrigação'.

Se não causar medo e respeito no adversário, principalmente ao setor defensivo.

Pronto, meio caminho andado para ser apenas mais um.

Coisa que ele não é...

Esse é Kléber Pereira.

Amado e odiado.

Mas que a lógica dos números comprovam que esse jeito oito oitenta tanto faz.

Aliás, faz sim, muitos gols.

Faz dele o principal artilheiro do Peixe em campeonatos brasileiros.

No momento 'empatado' com o ídolo santista Robinho: 47 gols para cada.

Detalhe. O Rei das Pedaladas assinalou esses tentos em 111 jogos.

Enquanto o artilheiro do amor e ódio fez em 83 partidas.

Maneiras e estilos diferentes.

Não se trata de uma comparação. Apenas uma constatação.

E assim Kléber Pereira segue sua sina: a de contrariar os críticos.

Foto: IG

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