
Às vezes ela passa despercebida durante os 90 minutos. Mas às vezes também ela vira o centro das atenções. Chega a causar sentimentos em um jogador que vai da euforia ao medo.
Euforia de se consagrar ou medo de errar e de certa forma consagrar o adversário. Ou seja, de qualquer forma ela vai deixar marca, boa ou ruim. Me refiro a ela mesmo, a marca do pênalti.
Neste momento a distância entre ela e o gol que parecia pequena se torna grande e o gol que "era" grande diminui. O goleiro ao abrir os braços se agiganta. Uma das poucas vezes em que o goleiro leva vantagem em relação aos jogadores de linha, pois não tem nenhuma obrigação de defender a cobrança. Caso defenda, vira herói ou até “santo”, como São Marcos, que diante do Atlético Mineiro voltou a repetir este feito.
Esta introdução é para eximir o jovem atacante Renan Oliveira. Um crime querer jogar a culpa pelo empate ao jogador. Muito se falou que faltou ao time mineiro um jogador experiente se apresentar para a cobrança, que faltou comando técnico para definir outro cobrador...
Porém, prefiro analisar e acreditar nas coisas sempre pelo lado positivo. Na ausência de Tardelli, quem disse que o elenco não foi favorável ao jovem talento por justamente ter a confiança de todos. Por já ter salvo a equipe em outras oportunidades ?
No mesmo confronto, muito mais grave foram os dois gols feitos que o palmeirense Cleiton Xavier desperdiçou. Ah, mas com a bola rolando essas “falhas” fazem parte e acontecem.
Renan Oliveira não perdeu seu primeiro e nem último pênalti. Não foi o único nem será o último jogador. Muitos já passaram por isso e em momentos muito mais importantes e nem por isso deixaram de escrever uma bela história dentro do futebol (Zico, Sócrates, Baggio, Raí...).
O importante é que o garoto saiba lidar com este momento adverso, ou seja, esquecer logo esta marca que a marca do pênalti lhe deixou e bola pra frente.
Foto: br.olhares
verdade! E outra: quem defendeu foi simplesmente o Marcos!
ResponderExcluirDiscordo dos 2. MIneirão lotado e jogo decisivo não dá pra jogar a responsa nas costas de um jogador de 18 anos... o Marcos pegou na 'malandragem', na experiência... Isso, claro, sem contar o fato de que, se fosse um outro goleiro e que é do mesmo gabarito que o Marcos, certamente a arbitragem teria mandado voltar.
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